|
O comandante do pequeno
escalão
Fundamental na cadeia de comando, o sargento coopera para o cumprimento
oportuno das decisões tomadas. É modelo de chefe para
os cabos e soldados, tendo com estes uma estreita relação
de confiança. Mesmo no contexto da guerra modema, na qual a
tecnologia muitas vezes substitui o homem, o sargento tem papel de
destaque, pondo à prova, nesses tempos informatizados, conhecimento
técnico, habilidade de executar e capacidade de dirigir pequenos
grupos.
Como comandante de pequena fração (grupo de combate,
seção, peça), o sargento não é
um mero executante, mas um gestor da capacitação técnica
e tática dos subordinados. É responsável também
pelo bem estar e moral da tropa que comanda, pelo material sob sua
responsabilidade, pela aplicação da doutrina, pelo entusiasmo
dos subordinados.
Cabe ao 3° sargento desempenhar o primeiro comando nas diversas
funções da Arma a que pertence: grupo de combate, na
Infantaria; seção de viatura blindada, na Cavalaria;
peça, na Artilharia; centro de mensagem, nas Comunicações;
e assim por diante. Também, como 3° sargento, cabe-lhe
o exercício das funções de furriel - calculando
etapas de alimentação da tropa - e auxiliar do subtenente
(realizando trâmites burocráticos do pagamento de pessoal).
Desempenha ainda funções diversas como auxiliar de treinamento
físico, sargento de tiro, entre outras.
A ascensão funcional
Ao longo de sua carreira, o sargento vê aumentadas suas responsabilidades.
Como 2° sargento, trabalha como auxiliar de informações
e auxiliar de operações, cooperando para o sucesso
da buscaecoleta de informações e da manobra da unidade.
Além disso, é também auxiliar de administração,
peça fundamental para o bom andamento dos trabalhos de estado-maior.
O instrutor de tiro-de-guerra
O sargento, ao exercer a função de instrutor de
tiro-de-guerra, recebe as atribuições de gerir as
atividades de pessoal, logística, operações
e Comu-
nicação Social, Representa a Força no seio
da sociedade local. Coordena for-
maturas em datas cívicas, convive com autoridades civis,
forma o reservista,
administra recursos e meios, faz-se porta-voz do Exército
para a população.
Monitor em estabelecimento de ensino
O sargento também é peça fundamental na
estrutura de escolas e centros de instrução como monitor
de cursos. Aprende e aplica metodologia de ensino, demonstra técnicas
de combate, contribui para o bom trabalho do instrutor.
Nós o vemos no Centro de Instrução de Guerra
na Selva, no Centro de Instrução Pára-quedista,
na Escola de Comunicações, na Escola de Material Bélico,
no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva; em
qualquer parte onde os recursos humanos do Exército estejam
sendo especializados.
Encontramos o sargento também nos colégios militares,
onde atua como inspetor de ensino e transmite lições
que vão ser muito úteis aos alunos que venham a optar
por seguir a carreira das Armas.
Nas forças de paz, aditâncias e
cursos no exterior
Sargentos, normalmente habilitados em idiomas estrangeiros,
ajudam a projetar a imagem positiva do Exército e do Brasil
no exterior. Muitos deles, como 1° sargentos, são auxiliares
de adidos militares nas embaixadas brasileiras em várias
partes do mundo. Participam da vida diplomática, conhecem
outras culturas, difundem a Força no estrangeiro e trazem,
quando retomam, idéias que captam das instituições
militares de nações amigas.
 |
Os sargentos também
recebem especialização no exterior. Muitos vão
às escolas dos exércitos amigos para aprender
técnicas de que a Força necessita em sua permanente
evolução, trazendo ensinamentos importantes em
diversas áreas de interesse do Exército.
O sargento tem participado ativamente de missões de paz,
integrando tropas brasileiras que atuam sob a égide das
Nações Unidas. Como exemplo, desde 1999, os sargentos
de unidades de Polícia do Exército têm estado
no distante Timor Leste, cooperando do esforço internacional
de assegurar a paz do mundo. |
Na guerra moderna
Mais do que um auxiliar do oficial, o sargento, atuando como
especialista, é um verdadeiro assessor do chefe naguerra
moderna. É dotado de conhecimentos técnicos que o
habilitam a manejar computadores, sistemas de tiro informatizados,
meios eletrônicos. A par desse domínio dos instrumentos
da Era da Informação, o sargento continua a ser figura
carismática diante da tropa, sendo sua capacidade de liderança
essencial para a manutenção dos níveis de coesão
das pequenas frações.
Fonte:
Revista Verde Oliva - Revista do Centro de Comunicação
Social do Exército
|